Com Bolsonaro, informalidade atinge maior número dos últimos 4 anos e chega a 41%

O trabalho informal registrou alta de 0,3% no país em 2019, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira (31). O índice representa um aumento de 1 milhão de pessoas nessa condição.

Com isso, a taxa de informalidade passa a ser de 41,1% da força de trabalho, totalizando um contingente de 38,4 milhões de pessoas. É o maior número desde 2016.

A informalidade considera o conjunto dos trabalhadores sem carteira assinada, incluindo trabalhadores domésticos, empregadores sem CNPJ, pessoas que atuam por conta própria sem CNPJ e ainda os trabalhadores familiares auxiliares. Este último grupo engloba aqueles que atuam no segmento sem remuneração.

Desemprego

Já o índice de desemprego, medido pela taxa média de desocupação, caiu de 12,3% para 11,9% no ano passado. Esta é a segunda queda anual consecutiva. Em números absolutos, a pesquisa contabiliza 12,6 milhões de pessoas desocupadas em 2019, o que demonstra queda de 1,7% em relação a 2018.

No entanto, se confrontado com o menor ponto da série histórica – que ocorreu em 2014, com 6,8 milhões –, o índice da população sem trabalho teve expansão massiva, crescendo 87,7% em cinco anos.

O IBGE mostra ainda que houve criação de 1,8 milhão no número de ocupações, mas 446 mil foram vagas sem carteira assinada e 958 mil são de ocupações de trabalhadores por conta própria, entre os quais 586 mil não têm CNPJ.

Também é destacado na Pnad o contingente referente à população subutilizada na força de trabalho, que atingiu o maior valor da série histórica, com 27,6 milhões de pessoas em 2019, ficando 79,3% acima do menor índice – registrado em 2014, quando a marca foi de 15,4 milhões de pessoas. O grupo de subutilizados inclui trabalhadores desocupados, subocupados por insuficiência de horas trabalhadas ou na força de trabalho potencial.

A Pnad mostra ainda que os números de empregadores e de trabalhadores domésticos se mantiveram estáveis entre o último trimestre do ano (outubro-dezembro) e o anterior. O primeiro grupo engloba 4,4 milhões de pessoas pelo país e teve leve recuo (-0,1%) se considerada a média anual. Já o segundo soma 6,4 milhões de pessoas registrou um aumento sutil de 0,4% em relação a 2018.

 

Fonte: Brasil de Fato

Edição: Leandro Melito

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