Desigualdade: mulheres ainda ganham menos que os homens

Mulheres ainda ganham menos que homens, segundo uma pesquisa divulgada pelo site da empresa Catho. A empresa entrevistou mais de 13 mil pessoas e avaliou os salários de 8 funções diferentes, de estagiários a gerentes e, em todas elas, os homens ganham mais. A diferença salarial chega a 62% no cargo de consultor, por exemplo.

A pesquisa também revela que, das 28 áreas de atuação listadas, elas ganham mais em apenas três: academia e esportes, comunicação social e produção de eventos. Nas outras 25 áreas, os homens têm remunerações mais altas. De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a diferença entre a média de salário recebido por homens e mulheres é de R$ 489,00.

A explicação para essa diferença na remuneração pode ser a entrada tardia das mulheres no mercado de trabalho formal – que foi ocorrer em grau significativo apenas nas décadas de 60 e 70. Além disso, algumas empresas até hoje acreditam que as mulheres trabalham menos que os homens, porque têm que conciliar o emprego e os cuidados com a casa e com a família.

“Muitas trabalhadoras recebem ofertas de salários menores porque os empregadores acreditam que terão prejuízos se a funcionária engravidar, ou que ela irá se ausentar do emprego com frequência por conta dos cuidados com os filhos. Essa discriminação é fruto de preconceitos descabidos e sem sentido”, explica o presidente do Sinttrol, João Batista da Silva.

Fonte: Sinttrol

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