Empresas não podem controlar relacionamentos amorosos entre funcionários


Desenvolver afinidades no ambiente de trabalho é algo comum. Por passarem muito tempo juntos, os trabalhadores acabam criando laços de amizade. Porém, em alguns casos, o relacionamento vai além disso e se transforma em namoro.
O relacionamento amoroso entre colegas de trabalho não pode ser proibido pelas empresas. O que deve haver é um controle em relação as demonstrações de carinho mais explícitas, que podem ser proibidas no ambiente de trabalho. Se esse for o caso, e o casal for flagrado nessa situação, eles podem ser demitidos por justa causa.
Porém, proibir os relacionamentos amorosos entre funcionários pode caracterizar ato discriminatório. Algumas empresas, principalmente as multinacionais, costumam ter normas internas rígidas para namoro entre colegas de trabalho. No entanto, há entendimento da Justiça de que relacionamentos amorosos fogem às regras e disciplinas internas das empresas, já que se trata de um assunto pessoal e privado.
Embora não possa haver proibição de namoro entre funcionários, quando a situação envolve um chefe e um subordinado, a situação fica um pouco mais complicada. Quando um chefe namora um subordinado, é preciso que ele se esforce para mostrar que está sendo imparcial. Afinal, os interesses coletivos dos empregados precisam ser preservados.
De acordo com o presidente do Sinttrol, João Batista da Silva, o trabalhador que for proibido de manter relacionamento afetuoso com um colega fora de expediente, ou que for demitido por namorar outro funcionário da empresa, deve procurar o Sindicato e fazer a denúncia.
“A empresa que fizer isso pode ser condenada a indenizar os profissionais por dano moral. Também é proibido transferir o funcionário de departamento por namorar alguém do mesmo setor. Todos devem ficar atentos a esse tipo de abuso de poder das empresas e correr atrás de seus direitos”, afirma.

Fonte: Sinttrol

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