Motoristas convivem com a insegurança nas estradas brasileiras

Além dos prazos apertados das entregas e do desgaste comum do ofício, uma outra preocupação aflige os motoristas rodoviários: a insegurança das estradas. Expostos cotidianamente ao risco de assaltos e roubos de carga, os trabalhadores tentam manter a calma em uma rotina marcada pela tensão.

A crise de segurança pública no Brasil atinge toda a população, mas alguns grupos sentem mais a insegurança. A quantidade de roubos de carga em estradas e áreas urbanas, por exemplo, aumentou 70% nos últimos anos. Em 2013, foram registradas 15.200 ocorrências, número que passou para 25.950 em 2017.

Não por acaso, uma pesquisa realizada pela Confederação Nacional do Transporte (CNT) revelou que a maior preocupação de 65,1% dos caminhoneiros é o perigo da profissão. Apesar do estudo ter sido feito com motoristas autônomos, ele revela que a insegurança das estradas é uma das maiores preocupações de quem passa a maior parte do dia no trânsito.

A insegurança coloca o motorista em um permanente estado de alerta que pode afetar inclusive a sua saúde. A exposição ao medo pode contribuir para o surgimento de um estresse crônico, marcado pela instabilidade de humor e pela apreensão excessiva.

Ainda não que seja um problema simples de se resolver, já que a segurança pública é um dever do Estado, as empresas podem – e devem – desenvolver medidas para amenizar a insegurança à qual o motorista é exposto.

Oferecer orientação sobre atitudes preventivas, optar pelo transporte diurno e investir em tecnologia de segurança são algumas das opções para as empresas que se preocupam de fato com a integridade dos trabalhadores.

Para o presidente do Sinttrol, João Batista da Silva, nunca é demais lembrar que a preocupação com a vida do motorista deve vir sempre em primeiro lugar. “Muitos empregadores ignoram o investimento em segurança para economizar dinheiro e, nesses casos, quem acaba pagando caro é o trabalhador. Mas nós estamos falando de uma das profissões mais arriscadas do Brasil. Os motoristas merecem respeito e dignidade”, afirma.

Fonte: Sinttrol

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