Operação prolongada em marcha lenta prejudica o motor

O universo da mecânica é cheio de mitos e lendas. Acreditando que estão protegendo os componentes mecânicos do motor e carregando o sistema de frenagem, os motoristas costumam passar longos períodos com o veículo funcionando em marcha lenta.

Porém, a operação prolongada em marcha lenta pode ser extremamente prejudicial ao motor, pois não aquece seus componentes da forma devida e faz com que os resíduos não queimados de combustível causem o dobro de desgaste às peças lubrificadas. Além disso, essa situação causa o acúmulo de água na descarga, o que reduz a vida útil do sistema de exaustão.

Muitos motoristas têm o hábito de manter o veículo em marcha lenta durante paradas em terminais de transporte de passageiros e durante carga e descarga de produtos. Ao contrário do que se imagina, desligar e ligar o veículo sucessivamente não prejudica o motor de partida e não consome mais combustível do que operar por mais de dez segundos em marcha lenta.

Visando prolongar a vida útil do motor, além de proteger o meio ambiente, diversas montadoras estão instalando dispositivos eletrônicos que desligam e ligam o motor automaticamente em períodos onde o veículo fica parado, como em congestionamentos, por exemplo.

Ao manter o veículo em marcha lenta por cerca de duas horas por dia, totalizando 730 horas por ano, estima-se que o desperdício de óleo diesel é equivalente a 2.263 litros por ano. Portanto, permanecer com essa atitude, além de estragar o veículo, também prejudica o meio ambiente.

Para o presidente do Sinttrol, João Batista da Silva, é preciso se informar melhor e deixar de lado alguns mitos e lendas do volante. “Muitas convenções do passado foram desmistificadas no presente. É preciso se atualizar e buscar alternativas sustentáveis para os veículos e para o mundo em que vivemos”, afirma.

Fonte: Sinttrol

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