Pontos cegos em caminhões e ônibus exigem atenção redobrada de motoristas

Buracos no asfalto, sinalização falha, ausência de acostamento e imprudência. Os acidentes rodoviários acontecem por diversos motivos e podem, inclusive, ser o resultado de uma soma de fatores. Entre eles, há um elemento que exige atenção redobrada dos motoristas rodoviários: os pontos cegos de caminhões e ônibus. São aquelas regiões que o reflexo do retrovisor não alcança, fazendo com que o condutor perca a visibilidade do que está ao seu redor.

As zonas de risco no entorno de caminhões e ônibus são quatro: as partes dianteira e traseira e os lados direito e esquerdo. Cada área exige um cuidado especial, mas a que apresenta maior perigo é a do lado direito. Por conta da distância em relação ao condutor, essa região oferece pouca visibilidade, principalmente quando o outro veículo se aproxima da cabine. Nos casos em que um carro faz uma ultrapassagem perigosa pela direita, por exemplo, a chance de ocorrer uma colisão é grande.

A quantidade e o tamanho dessas áreas cegas variam de acordo com a dimensão do veículo e com o jogo de retrovisores que ele tem. Isso significa que um carro pode até ser visto pelo motorista de caminhão, mas uma motocicleta ou uma bicicleta, não. A solução para esse problema envolve pelo menos duas iniciativas: a colocação de equipamentos que auxiliam a visibilidade de quem está no volante e maior prudência por parte de todos os motoristas envolvidos.

De acordo com o Código de Trânsito Brasileiro (CTB), os veículos de pequeno porte têm preferência sobre os de grande dimensão. Sendo assim, zelar pela segurança nas estradas também é papel dos motoristas rodoviários. No entanto nem todas as medidas de prevenção a colisões dependem do condutor. Para o presidente do Sinttrol, João Batista da Silva, as empresas devem oferecer equipamentos e orientação para os funcionários. “A simples instalação de um retrovisor mais moderno ou de uma câmera traseira pode evitar acidentes e mortes. Garantir a segurança do trabalhador é responsabilidade do patrão”, defende.

Fonte: Sinttrol

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