Prazos apertados incentivam o uso de drogas nas estradas

A vida dos motoristas de caminhão é cheia de viagens, descobertas de novos lugares e, até, de certa liberdade. Porém, ao lado disso, a pressão dos empregadores por entregas cada vez mais rápidas e o grande tempo que passam longe da família, podem levar o motorista ao consumo de drogas.

O mais famoso entorpecente utilizado pelos profissionais das estradas é o rebite. A droga afeta diretamente o sistema nervoso central do usuário. Sua utilização causa a impressão de menos sono, diminuição do cansaço e perda de apetite. Após a primeira dose, o uso do rebite só aumenta, pois é necessário aumentar a ingestão para alcançar o efeito desejado.

Em certo ponto, o rebite não dá mais conta do serviço, então o motorista passa para uma droga ainda mais forte: a cocaína. As promessas de que esta mantém o usuário acordado por até 90 horas seguidas, leva o trabalhador ao consumo do entorpecente, para que possa cumprir os prazos de entrega das cargas.

Apesar de prometer coisas boas, tanto o rebite como a cocaína apenas colocam em risco a saúde de seus usuários. Irritabilidade, hipertensão, crises convulsivas e dependência psíquica são alguns dos vários efeitos colaterais causados por essas drogas. Somados ao volante, as consequências são acidentes e mortes.

Principais causas

A pressão dos prazos cada vez mais apertados das empresas, principalmente para entregas de produtos perecíveis, é um dos fatores que leva muitos motoristas a utilizar as drogas. Além disso, o grande período longe de casa e dos familiares também faz com que o motorista opte por utilizar as substâncias.

Para o presidente do Sinttrol, João Batista da Silva, os motoristas são obrigados a trabalhar muito além dos limites biológicos do seu próprio organismo. “Os trabalhadores precisam aprender a dizer não para os prazos absurdos dos empregadores”, afirma.

 

Fonte: Sinttrol

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