Rodoviários discutem futuro do movimento sindical em reunião da Fetropar

Na última quarta-feira (17), a diretoria executiva da Fetropar realizou a primeira reunião de 2018 para discutir os desafios que serão enfrentados ao longo deste ano, buscando sempre a defesa dos direitos dos trabalhadores e a luta por melhores condições de trabalho. O Sinttrol participou da reunião.

Um dos pontos principais de debate foi a nota técnica emitida pela Federação das Indústrias do Estado do Paraná (FIEP) que trata sobre a contribuição assistencial que passou a ser facultativa após a Reforma Trabalhista, em vigor desde 11 de novembro do ano passado.

Os participantes lembraram a possibilidade de negociação entre os sindicatos e as empresas ou os representantes patronais para buscar os melhores acordos coletivos e manter a atuação sindical.

De acordo com o presidente do Sinttrol, João Batista da Silva, que também é presidente da Fetropar, as estratégias de conscientização dos  trabalhadores para que continuem contribuindo com os sindicatos serão fundamentais nesta nova conjuntura. Isso também depende da união entre as entidades.

“A sustentabilidade financeira é um fator importante, que permite que as entidades tenham condição de continuar atuando na defesa da categoria que elas representam, mantendo a estrutura necessária de funcionários e assessoria jurídica, por exemplo”, destacou João Batista.

O dirigente também reafirmou a necessidade da participação efetiva dos trabalhadores na vida do sindicato. “Além do apoio financeiro, precisamos que os trabalhadores participem das atividades promovidas pelo sindicato, nas assembleias e outros encontros, porque assim podemos direcionar nossas ações para atender às necessidades da categoria”, ressaltou o presidente.

 

Novos horizontes

A diretoria também discutiu a participação dos sindicatos no Fórum de Combate aos Atos Antissindicais do Paraná, proposto pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) e que poderá aprimorar a atuação sindical no estado.

“Após a Reforma Trabalhista, as ações na Justiça do Trabalho devem ser ainda mais frequentes por causa das atitudes das empresas. É importante ampliar a relação entre os sindicatos e os órgãos públicos que atuam nessa área, permitindo o fortalecimento da proteção aos direitos dos trabalhadores”, lembrou João Batista

Fonte: Sinttrol

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